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Embora Fluminense e Caxias se encontrem pela primeira vez nesta quarta-feira, o time gaúcho é um conhecido de longa data para Mano Menezes. Sua trajetória juntos passou por momentos bons e ruins, com um carinho inicial que foi ofuscado por conflitos quando seus caminhos se separaram. Recentemente, o treinador teve experiências amargas com a equipe grená, tornando a segunda fase da Copa do Brasil uma chance de duas "revanches".
Para compreender a primeira "revanche", é necessário revisitar o passado e trazer contexto a esta história. Mano foi contratado após conduzir o modesto 15 de Novembro a uma semifinal inédita na Copa do Brasil e atuou como técnico do Caxias de 2004 a 2005, período em que a carreira dele decolou. Os resultados foram favoráveis: 23 triunfos, 12 empates e 10 derrotas, resultando em um aproveitamento de 60%.
Ele era muito querido pelos fãs e assumiu o Caxias quando a equipe se encontrava na zona de rebaixamento da Série B do Brasileirão, levando-a à 10ª colocação ao final da temporada. No ano seguinte, o Caxias terminou em sexto lugar no Gaúchão, marcando um momento memorável com uma vitória de virada sobre o Grêmio, por 3 a 2, no Centenário. Contudo, uma série de eventos trouxe instabilidade a essa história, com o Fluminense exercendo uma influência indireta.
Poucos dias após o Caxias derrotar o Grêmio, este foi eliminado da Copa do Brasil pelo Fluminense, resultando na demissão de Hugo De León. Assim, Mano Menezes foi contratado para assumir o cargo no Tricolor Gaúcho.
— A ascensão de Mano foi muito rápida. Ele no Caxias já despertava atenção por montar equipes organizadas, defensivamente seguras e sem grandes investimentos [...] A derrota do Grêmio para o Fluminense, no Maracanã, por 3 a 0, foi o que levou o então presidente Paulo Odone a decidir pela contratação do técnico do Caxias. O Grêmio estava mal na Série B, flertando com a zona de rebaixamento para a Série C, quando Mano chegou. Ele foi fundamental na recuperação do time, até a famosa batalha dos Aflitos — comenta Jessica Cescon, comentarista do SporTV.
Sem a presença de Mano, o Caxias foi rebaixado na Série B, e os torcedores passaram a culpá-lo pela ida ao rival do estado. No ano seguinte, um jogo contra o Grêmio ficou marcado por uma "recepção" com dinheiro falso levando seu rosto. Apesar desses eventos, Mano sempre se referiu ao Caxias e a sua torcida com carinho.
A segunda "revanche" decorre de eventos mais recentes. Em 2023, enquanto ainda comandava o Internacional, Mano foi eliminado na semifinal do Campeonato Gaúcho pelo Caxias, que se tornou seu algoz. Na partida decisiva, o Colorado empatou em 1 a 1 no Beira-Rio, mas foi superado por 5 a 4 nos pênaltis.
Em 2023, o Internacional enfrentava um período de instabilidade emocional devido à ausência de conquistas, incluindo a do Campeonato Estadual. Havia uma forte pressão pela obtenção de títulos. Durante as semifinais, o Inter demonstrou nervosismo em ambas as partidas, muito em função de um time que não conseguiu mostrar a tranquilidade esperada, possuindo uma equipe de superior qualidade. Isso foi mais influenciado pelo aspecto emocional do que pela performance do treinador ou pelo talento dos jogadores em campo, como descreveu Cescon.
A pressão foi tão intensa que, após a eliminação do Inter e a vitória do Caxias, os jogadores protagonizaram momentos tristes no gramado do Beira-Rio, envolvendo agressões físicas. Um torcedor do Internacional foi visto invadindo o campo e atacando um jogador do Caxias enquanto segurava uma criança em seus braços.
No próximo desafio, Mano busca levar o Fluminense à terceira fase da Copa do Brasil. O confronto está programado para as 19h, no Estádio Centenário. Se avançar, o Tricolor assegurará uma premiação de R$ 2.315.250.

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