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Do ajuste defensivo à versatilidade: 5 fatores que impulsionam a arrancada do Santos no Brasileirão

 O Santos atravessa um momento de transformação no Campeonato Brasileiro. O ambiente de pressão dá lugar a uma fase de evolução consistente, permitindo ao clube abrir distância da zona de rebaixamento e passar a projetar metas mais ambiciosas na tabela de classificação.

O triunfo recente diante do Internacional levou a equipe treinada por Cuca aos 32 pontos conquistados, abrindo uma vantagem de sete pontos em relação ao Vasco, primeiro clube figurando dentro do Z-4. Com essa pontuação, o Peixe igualou a marca do Corinthians, equipe que hoje delimita a zona de acesso para a Copa Sul-Americana.

No horizonte alvinegro, a diferença para o Bahia, quinto colocado e atual ocupante da última vaga para a pré-Libertadores, é de 11 pontos. Entretanto, o time santista tem um jogo a menos em comparação ao rival baiano, o que abre margem para encurtar ainda mais essa margem.

Confira abaixo os cinco pilares que justificam a reação do Santos, que ostenta um rendimento de 61% no segundo turno do torneio.

Mudança drástica no retrospecto fora de casa

A campanha como visitante sofreu uma guinada completa entre as duas metades da competição. Durante o primeiro turno, o Santos não conseguiu somar nenhuma vitória longe da Vila Belmiro, acumulando quatro empates e cinco reveses em nove partidas.

No returno, o cenário se transformou radicalmente: são três vitórias conquistadas em três jogos disputados fora de seus domínios, garantindo 100% de aproveitamento. Para efeito de comparação, o Peixe havia vencido apenas cinco jogos ao longo de todo o primeiro turno (19 rodadas) e agora já contabilizou quase o mesmo número de triunfos em apenas seis atuações no segundo turno.

Consistência e proteção ao setor defensivo

A evolução do sistema defensivo é outro ponto determinante para a subida de rendimento. No primeiro turno, a média de gols sofridos pelo clube superava a marca de 1,5 por partida. Neste início de returno, esse índice despencou para aproximadamente um gol sofrido por jogo.

Mesmo nos confrontos em que o oponente detém maior posse de bola e impõe volume ofensivo, a estrutura do Peixe tem conseguido limitar as oportunidades límpidas de finalização dos adversários.

Variedade de sistemas e ajustes táticos

O período de paralisação no calendário para a realização da Copa do Mundo foi decisivo para que Cuca implementasse seus conceitos de jogo. Embora o grupo tenha levado algum tempo para assimilar as diretrizes, a resposta em campo ao longo do último mês tem sido altamente positiva.

Ofensivamente, o Santos consegue alternar sua formação entre o 4-4-2, o 4-3-3 e o 3-5-2. No momento defensivo, o esquema varia para uma linha de cinco defensores combinada a quatro atletas na faixa central, mantendo um atacante posicionado de forma estratégica para conduzir os contragolpes.

Polivalência e peças coringas no elenco

Atendendo aos pedidos do comandante por reforços, o elenco ganhou alternativas capazes de exercer múltiplas funções em campo. As peças versáteis tornaram-se fundamentais para manter o nível das atuações.

Willian Arão atua como volante e também reforça a zaga. Gabriel Menino assumiu a lateral direita, mantendo a capacidade de jogar no meio-campo. O jovem Davizinho vem recebendo oportunidades na lateral, embora tenha origem como ponta. Já o recém-chegado Arthur é avaliado por Cuca como um elemento neutro, podendo inclusive exercer a função de camisa 10 durante o período de desfalque de Neymar.

Aproveitamento elevado nos confrontos diretos

A postura adotada contra rivais que disputam a parte inferior da tabela passou a ser de maior eficácia. O Peixe focou em não desperdiçar pontos nesses duelos diretos e obteve triunfos sobre Corinthians, Internacional e Vasco, além de somar empates contra Mirassol e Chapecoense. A única derrota diante desses adversários ocorreu para o Athletico-PR, atual terceiro colocado.

O retrospecto reflete uma melhora expressiva em relação ao primeiro turno, ocasião em que o Santos havia sido superado por Chapecoense e Internacional, empatado com Mirassol e Corinthians, e conquistado a vitória somente contra o Vasco.

https://ge.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/2026/09/08/da-defesa-a-polivalencia-os-cinco-pontos-que-explicam-a-reacao-do-santos-no-brasileirao.ghtml

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