A Audi decidiu peitar formalmente a decisão dos comissários da FIA e avisou que vai recorrer para buscar a punição de Yuki Tsunoda.
A manobra nos bastidores pode transferir a décima colocação da prova diretamente para as mãos do brasileiro Gabriel Bortoleto.
O garoto paulista cruzou a linha de chegada na 11ª posição, no limite da zona de pontuação do Templo da Velocidade.
A bronca da equipe alemã gira em torno de uma trapalhada de Tsunoda durante o procedimento de relargada no circuito italiano.
O piloto japonês errou o alinhamento no colchete do grid e causou confusão entre os fiscais e a direção de prova.
A trapalhada forçou o diretor de corrida Rui Marques a ordenar uma volta de apresentação extra antes de autorizar a partida.
A Audi apoia o seu recurso no artigo B5.9.4 do regulamento esportivo da categoria máxima do automobilismo mundial.
A regra estabelece que o piloto responsável por abortar um procedimento e gerar uma volta extra precisa obrigatoriamente relargar do pit lane.
O caos no grid de Monza e o erro de alinhamento
O entrevero começou logo após a forte batida de Charles Leclerc na curva Parabólica, que paralisou a disputa com bandeira vermelha.
Com os carros recolhidos aos boxes, os fiscais prepararam uma nova largada parada no asfalto italiano.
Na hora de alinhar o monoposto da Racing Bulls, Tsunoda errou o colchete correspondente e parou o carro de forma completamente torta.
O japonês ainda tentou esterçar o volante para corrigir a posição, mas a manobra gerou incerteza imediata no controle de prova.
Sem certeza sobre a segurança da partida, o diretor de prova acionou o protocolo de mais uma volta de aquecimento.
Pelo regulamento citado pela Audi, a sanção direta para essa falha seria o recolhimento imediato do carro 22 ao pit lane.
Como Tsunoda permaneceu no grid e concluiu a prova em décimo lugar, a equipe de Bortoleto enxergou uma violação clara da norma.
As justificativas da FIA e a cartada jurídica da Audi
Horas após o encerramento da corrida, os comissários da FIA optaram por arquivar o caso sem aplicar qualquer tipo de sanção ao japonês.
A entidade argumentou que a decisão de dar uma volta extra partiu do próprio diretor de prova por precaução, isentando o piloto de culpa direta.
A defesa da Racing Bulls alegou que Tsunoda conseguiu corrigir o alinhamento antes do acendimento das luzes vermelhas.
A equipe italiana afirmou ainda que nenhum rival foi prejudicado pelo movimento e que o piloto não violou as marcas do grid.
A decisão revoltou os chefes da Audi, que notificaram a intenção de apelação dentro do prazo regulamentar de uma hora.
A escuderia ganhou um prazo de 96 horas para reunir provas telemétricas, vídeos e documentos para sustentar a apelação no tribunal da federação.
A briga por este único ponto reflete o valor gigantesco de cada posição na tabela do campeonato de construtores.
Caso o recurso seja aceito e Tsunoda seja desclassificado ou penalizado com tempo, Gabriel Bortoleto herdará o décimo lugar.
A definição do caso promete arrastar a disputa de Monza para fora do asfalto e esquentar a guerra política nos boxes da Fórmula 1.


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