O fantasma do rebaixamento passou a rondar de vez o Estádio Santa Cruz após mais uma noite de frustração longe de Ribeirão Preto. A falta de pontaria custou caro demais para o Tricolor em solo pernambucano e deixou o vestiário em clima de cobrança pesada.
Mesmo dominando as ações e finalizando mais vezes no Estádio dos Aflitos, o Pantera acabou derrotado por 1 a 0 pelo Náutico nesta quinta-feira. O tropeço estendeu o momento crítico do elenco, que agora engata a terceira derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro.
A sequência sem vitórias já dura quatro rodadas e travou o progresso do time na tabela de classificação. O resultado amargo ligou o sinal de alerta máximo para a sequência do trabalho na reta decisiva da temporada.
Superioridade estatística e volume inútil no Recife
A atuação em Recife expôs um paradoxo que atormenta a comissão técnica. O Tricolor construiu mais volume de jogo que os donos da casa, mas pecou no momento de colocar a bola na rede.
Foram 12 finalizações da equipe paulista ao longo dos 90 minutos, sendo cinco delas diretamente na meta adversária. O Timbu, por sua vez, arrematou dez vezes e acertou o alvo em quatro oportunidades, mostrando eficiência cirúrgica para decretar a vitória.
O lateral-direito Gabriel Inocêncio não escondeu a irritação com a falta de capricho no último terço do campo. O jogador destacou que o grupo criou o suficiente para sair com um resultado completamente diferente dos Aflitos.
– A gente sabe que os jogos são difíceis, mas a gente criou bastante, teve bastante oportunidade, só que não conseguiu concluir. A competição é difícil, mas temos que seguir acreditando e trabalhando firme a cada dia – lamentou o lateral após o apito final.
Risco de Z-4 e cobrança interna por margem de erro zero
A derrota manteve o Pantera estagnado nos 31 pontos, ocupando a incômoda 15ª posição na tabela. A situação pode piorar até o fechamento da rodada, já que os concorrentes diretos ainda entram em campo e podem empurrar o time paulista para o abismo da zona de degola.
Ciente do perigo real de queda, Gabriel Inocêncio adotou um tom de cobrança interna. O ala cobrou mais foco do elenco e blindou a comissão técnica, reforçando a necessidade de assimilar as orientações táticas para dar uma resposta imediata.
– A gente sabia que o segundo turno seria muito difícil, mas a gente tem que continuar trabalhando, acreditando no trabalho do professor, naquilo que ele passa, e nós, dentro de campo, a gente tem que errar o mínimo possível para poder sair dos jogos, tanto em casa quanto fora, com a vitória. Mas a gente tem que continuar acreditando, não tem outro caminho – afirmou Inocêncio.
Decisão em Ribeirão Preto exige reabilitação rápida
O calendário da Série B não dá margem para lamentações prolongadas. O elenco tricolor precisa virar a página rapidamente e focar os treinos na correção dos erros de finalização que custaram pontos preciosos fora de casa.
A chance de dar a volta por cima será diante do seu torcedor no próximo compromisso da competição. O Botafogo volta a campo na quarta-feira, às 19h30, quando recebe o perigoso Novorizontino no Estádio Santa Cruz.
A diretoria e a comissão técnica esperam casa cheia em Ribeirão Preto para pressionar o rival regional. Conquistar os três pontos dentro de casa tornou-se um dever sagrado para afastar a crise e respirar aliviado na tabela.
https://ge.globo.com/sp/ribeirao-preto-e-regiao/futebol/times/botafogo-sp/noticia/2026/09/04/volume-ofensivo-e-chances-perdidas-inocencio-lamenta-3o-reves-seguido-do-botafogo-sp.ghtml
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