O fantasma do rebaixamento caminha livremente pelos corredores do Beira-Rio e o ambiente no Internacional atingiu o ponto de ebulição. A queda livre no Campeonato Brasileiro ganhou mais um capítulo dramático em Salvador, deixando a torcida indignada e o trabalho da comissão técnica por um fio.
A derrota por 3 a 2 para o Bahia escancarou a fragilidade emocional e tática do grupo colorado. Já são nove partidas seguidas sem saber o que é vencer no Brasileirão, uma sequência nefasta que afundou o clube na 18ª colocação e ameaça empurrá-lo para a vice-lanterna até o fim da rodada.
Nem mesmo a volta de peças experientes ao time titular conseguiu estancar a sangria. A equipe gaúcha até ensaiou uma reação no início do confronto na Arena Fonte Nova, mas desmoronou no primeiro sinal de adversidade imposto pelo adversário.
Apagão defensivo e repetição dos mesmos erros
O confronto na Bahia começou com uma falsa sensação de alívio para a torcida colorada. Thiago Maia ganhou chance entre os titulares e participou da jogada que culminou no gol de Alan Patrick, abrindo o placar aos 15 minutos do primeiro tempo.
No entanto, a vantagem durou pouco tempo na tabela. A linha defensiva voltou a bater cabeça e cedeu espaços absurdos para o ataque baiano, permitindo que Erick Pulga dominasse as ações pela ponta esquerda e comandasse o empate imediato.
A apatia tomou conta do setor defensivo e o Bahia virou o placar ainda antes do intervalo, construindo uma vantagem confortável de 3 a 1. Na etapa final, Vitinho reduziu a diferença logo aos seis minutos, mas a reação parou por ali após o atacante desperdiçar uma chance clara de igualar o marcador.
O técnico Paulo Pezzolano segue promovendo testes, alterando esquemas táticos e trocando peças a cada rodada. O problema é que nenhuma das formações testadas apresenta consistência para segurar os resultados e estancar a crise em campo.
Vestiário em chamas e o peso do clássico decisivo
Se o desempenho esportivo assusta, a turbulência nos bastidores sufoca ainda mais o dia a dia do futebol colorado. A diretoria encara graves gargalos financeiros, lida com sanções de transfer ban da Fifa e teme novas punições em breve.
A insatisfação do elenco transbordou nos últimos dias devido aos atrasos no pagamento dos direitos de imagem. Em forma de protesto, os atletas chegaram a recusar a concentração prévia para o compromisso do meio de semana, evidenciando o racha entre grupo e gestão.
É nesse cenário caótico que o clube se prepara para o jogo mais importante do ano. Na próxima quinta-feira, o Internacional visita o Grêmio na Arena para decidir quem avança às semifinais da Copa do Brasil, após o empate sem gols na partida de ida.
O técnico Pezzolano tratou de elevar a tensão ao declarar publicamente que a classificação no clássico é uma obrigação do grupo. Contudo, o comandante também alertou que uma eventual vaga não resolverá a urgência do duelo seguinte contra o Santos pelo Brasileirão.
O confronto diante do maior rival tornou-se um divisor de águas absoluto para o futuro da temporada. Uma vitória fora de casa pode devolver a alma ao elenco e servir de faísca para a reação, enquanto um tropeço tende a empurrar o clube definitivamente para o abismo.
https://ge.globo.com/rs/futebol/times/internacional/noticia/2026/08/31/analise-inter-perde-mais-uma-afunda-no-z-4-e-chega-ao-limite-antes-de-gre-nal-decisivo.ghtml
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