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Que a Chapecoense joga um campeonato à parte nesta Série A, não é novidade. Desde o começo da competição era esperado uma temporada de briga contra a zona de rebaixamento na competição. Exceto na estreia, quando uma goleada sobre o Santos sem Neymar animou a torcida, todo o restante dos jogos têm sido de dor e sofrimento.
A diretoria da Chape promoveu a mudança na comissão técnica. Trocou GIlmar Dal Pozzo, um profissional muito ligado ao clube e à cidade, mas que já demonstrava sinais de desgaste, e trouxe Fábio Matias. Uma aposta, o chamado fato novo.
O problema é que aparentemente o profissional não conseguiu tirar do atual elenco muita coisa além do que o seu antecessor. A defesa segue um Calcanhar de Aquiles e sem sinais de que algo vá mudar.
Para não dizer que nada mudou, o ataque faz seus gols, garantiu a virada contra o Botafogo na Copa do Brasil, e fez o seu papel contra o Remo, mas lá atrás há uma crise grave a ser resolvida na Arena Condá.
Contra o time paraense, um novo medo foi “desbloqueado”, o das falhas individuais bizarras. Até então, a retaguarda do Verdão atuava coletivamente de forma abaixo, mas neste domingo, foi a vez de Bruno Leonardo marcar um gol contra e dar a vitória ao adversário.
Há quem diga que o goleiro Anderson também poderia ter se comunicado melhor com o companheiro no lance. Pode ser, mas isso não muda o fato de que a Chape perdeu jogos para adversários diretos na luta contra o rebaixamento (Novorizontino e Remo) e a credencial do rebaixamento está pronta para ser entregue.
Até a Copa do Mundo, as peças à disposição da comissão técnica são essas. O cenário é de terra arrasada e a lanterna da Série A não parece sair das mãos da Chape para outro time tão cedo. Não se continuar como está.

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