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A Fórmula 1 anunciou nesta semana várias mudanças nas regras da categoria, depois de reclamações fortes por parte dos pilotos. Depois das alterações, o australiano Oscar Piastri, da McLaren, disse estar satisfeito com a forma como a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) lidou com o assunto.
Na opinião do piloto, a categoria abordou de forma “muito séria” as duas principais reclamações dos competidores neste ano: a falta de emoção nas classificações e as súbitas diferenças de velocidade entre dois pilotos, capazes de causar acidentes como o de Oliver Bearman, da Haas, no GP do Japão.
– As duas coisas principais que nós gostaríamos de soluções eram voltar com o desafio na classificação, tornar as coisas mais naturais e da forma como elas deveriam ser na classificação, e ser capaz de reduzir as diferenças de velocidade nas corridas em locais inesperados. A F1 levou isso muito a sério. Acho que isso está refletido em algumas das mudanças, e os diálogos foram muito bons – disse Piastri.
Grande parte da reclamação dos pilotos tem a mesma origem: o problema na gestão de energia. O novo regulamento de motores introduzido neste ano fez com que a parte elétrica ganhasse protagonismo – agora, ela é responsável por metade da potência do carro, e o uso da bateria para ultrapassagens ganhou muito mais importância.
No entanto, as equipes têm enfrentado problemas para recarregar as baterias e estão utilizando técnicas de recuperação. Uma delas é o superclipping, que faz com que o motor empregue a potência da parte elétrica para a carga do componente, mesmo que o piloto esteja acelerando ao máximo no fim da reta.
O problema também tem acontecido em classificações, e os pilotos não conseguem dar uma volta rápida pisando fundo no acelerador; afinal, a perda de energia levaria a uma volta mais lenta. Nas corridas, a diferença entre um competidor que usa a bateria e outro em recarga pode passar dos 50 km/h - o que aconteceu com Bearman antes de bater no Japão, em disputa com Franco Colapinto.
Para diminuir o problema, a FIA resolveu reduzir a capacidade máxima de recarga em classificações (de 8 para 7 megajoules), além de ter aumentado a potência máxima no superclipping e implementado um teto para o uso do botão de boots. As mudanças têm o intuito de aumentar a segurança e aprimorar a competitividade.
Outras alterações foram consideradas por F1, FIA e equipes, como a mudança da divisão de 50-50% entre a parte elétrica e a de combustão na potência do motor. Contudo, mudanças como essa são mais complexas e exigem maior tempo de estudo para a implementação.
– Precisamos esperar para ver se necessitamos de mais mudanças. Nós provavelmente tínhamos ideias de outras coisas que poderiam mudar, mas não são coisas que você pode mudar de uma semana para a próxima. Elas são de ano a ano, ou talvez até mais a longo prazo do que isso. Acho que a FIA fez um bom trabalho de reconhecer nossas preocupações e agir no que pareceu ser a forma mais apropriada – concluiu Piastri.
A maior parte das alterações implementadas pela FIA entra em vigor já no GP de Miami, marcado para o próximo domingo (3 de maio). A exceção fica para a solução encontrada para as largadas – as alterações serão testadas na pista americana, mas ainda não há definição sobre uma mudança definitiva neste aspecto do regulamento.

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