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Sport cumpre obrigação no Nordestão, mas não pode tomar atuações como parâmetro

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O Sport goleou o Maranhão por 5 a 0 e confirmou a vaga nas quartas de final da Copa do Nordeste. Uma obrigação cumprida, mas que não pode servir como parâmetro para a sequência da temporada. Porque a realidade não é essa.

O time, claro, tem méritos por confirmar o favoritismo diante de Jacuipense, ABC, Retrô e Maranhão, mas são resultados que precisam ser analisados no contexto regional, sem o erro de superdimensioná-los para a Série B.

Ainda sem treinador efetivo, numa injustificável demora que já dura 24 dias para escolher o substituto de Roger Silva, demonstrando falta de convicção e de planejamento, o clube foi novamente comandado pelo interino Márcio Goiano, que segue cumprindo o seu papel.

Foi o sétimo jogo do interino à frente do Leão, com cinco vitórias e dois empates. Mas o clube precisa olhar além dos números.

As vitórias na Copa do Nordeste foram importantes, pois trata-se de uma competição que o Sport precisa olhar com seriedade, já que não a conquista há 12 anos - e lidou com frustrações nas decisões de 2017, 2022 e 2023.

Contudo, embora o Regional seja importante, os jogos na primeira fase, naturalmente, oferecem um nível de competitividade muito abaixo do que o Sport enfrentará na Série B de 2026. E é necessário estar atento para isso.

Numericamente, somar todos os jogos do interino Márcio Goiano à frente do clube, seja por Série B ou Copa do Nordeste, faz sentido. Contudo, indo além das estatísticas e olhando para o nível de enfrentamento, são jogos que não cabem na mesma soma.

Olhar apenas para números, desconsiderando o contexto e, sobretudo, atuações diante de adversários mais frágeis, pode levar o Sport para um caminho perigoso.

Principalmente porque o clube mostra, dia após dia, não ter convicção do que quer para a sequência da temporada. São 24 dias de uma espera além da conta. E que precisa ter um fim. Seja lá qual for o caminho escolhido.

E, na Série B, o Sport demonstrou dificuldades coletivas nos três jogos. O que evidencia a disparidade das competições.

Afinal, trata-se de uma gestão que, a priori, só comandará o clube até dezembro. E assumiu o Sport para um mandato-tampão. O que requer ação.

A classificação ao mata-mata da Copa do Nordeste precisa ser valorizada, mas sem ignorar o contexto do clube. Afinal, é importante encarar a realidade como ela é, e sobretudo será, na Série B e no mata-mata do Nordestão.

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