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Não é só a qualidade que torna o Flamengo favorito no Brasileirão

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Não deu tempo de enviar aquele “oi, sumido.” Janeiro chegou, e por vezes parece que o ano ainda não começou de verdade; o Brasileirão está de volta. Espera-se uma versão mais espaçada, provavelmente com menos cuidados devido a competições paralelas e, quem sabe, menos lesões. O preço a pagar é um início antecipado, com as equipes ainda em reestruturação e os times sendo lançados ao desafio após pouco tempo de treino.

O Flamengo novamente se destaca como favorito. E isso não se deve apenas à qualidade que o levou a conquistar a Libertadores e o Brasileirão no último ano: também à continuidade.

Nenhuma equipe no Brasil possui o elenco e a variedade de jogo que o Flamengo consegue apresentar. Muitos que intentam desafiar o favorito precisarão, ainda, se adaptar – seja no elenco, seja na comissão técnica.

Um exemplo é o Cruzeiro com a chegada de Tite. O time mineiro possui um bom potencial, ampliado pela contratação de Gerson, para causar problemas ao Flamengo. Porém, grande parte da excelente performance da última temporada se atribui à filosofia de jogo de Leonardo Jardim. Sem ele, o time deve iniciar um novo ciclo: não partindo do zero, pois há uma base visível, mas a partir de um ponto que incorpora a identidade de Tite. Isso exigirá tempo.

Outros clubes, como Fluminense e Grêmio, estão em busca de reforços que podem resultar em formações interessantes. Esse é um movimento que o Flamengo não necessita fazer. Mesmo assim, Filipe Luís recrutou o zagueiro Vitão e está prestes a receber o meio-campista Lucas Paquetá – que superaria Gerson como a contratação mais cara da história do futebol brasileiro.

E sempre há o Palmeiras, que teve mais saídas (Weverton, Aníbal Moreno, Facundo Torres, Micael) do que chegadas (Marlon Freitas). A experiência ensina a não subestimar a capacidade de regeneração do time de Abel Ferreira. Se mantiver o elenco saudável, pode recuperar a força que lhe faltou em partes da última temporada.

Para o Flamengo, apesar das vantagens, há desafios. O calendário é um deles, como já indicou o início desta temporada. A utilização do time sub-20 no Campeonato Carioca colocou o clube em uma situação inesperada: antecipar a estreia do time principal para tentar evitar um quadrangular de rebaixamento que, além de ser constrangedor, pode resultar em um calendário ainda mais apertado. E no domingo já ocorre a decisão da Supercopa do Brasil contra o Corinthians.

Entretanto, a principal missão pode ser outra: evitar a deterioração que muitos elencos já vivenciaram após temporadas vitoriosas. Filipe Luís, ao entrar em seu terceiro ano no cargo, precisará administrar expectativas, além de aprimorar ou atualizar seu estilo de jogo – um efeito colateral da continuidade. Este é um desafio que também representa um privilégio. E ele dispõe de ferramentas suficientes para lidar com isso.

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