O futebol de Pernambuco recebeu uma notícia bem amarga no último final de semana, vendo sua participação no cenário nacional se esvair muito antes do esperado.
A queda do Maguary para o Iguatu, no domingo, foi o ponto final que confirmou: não teríamos nenhum time do estado nas oitavas de final da Série D do Brasileirão.
Um desfecho que, tristemente, nos leva ao pior desempenho das equipes pernambucanas na quarta divisão desde 2021.
É um golpe forte para uma federação que vinha pegando o gosto por chegar longe no campeonato e até celebrar algumas promoções recentemente.
Central, Decisão, Maguary e Retrô começaram o ano com a esperança de colocar o estado em destaque, mas se depararam com um desempenho muito inconstante, problemas que já vinham de antes e falhas táticas que custaram caro.
O que se vê no fim é uma verdadeira crise técnica, que vai exigir uma arrumação profunda e séria nos bastidores para as próximas temporadas.
A queda do Maguary e o balanço frustrante no mata-mata
O Maguary era a última esperança de Pernambuco na competição, mas não foi páreo para a organização do Iguatu na terceira fase do mata-mata.
O clube perdeu os dois confrontos eliminatórios, sendo superado por um placar agregado de 5 a 3 que evidenciou as fragilidades do seu sistema defensivo.
Curiosamente, mesmo sendo o time do estado com o maior número de vitórias na competição, o Maguary só conseguiu terminar à frente do placar em três oportunidades ao longo de toda a sua trajetória.
Antes disso, o Central já havia deixado a competição na segunda fase após sucumbir diante do Ferroviário.
A Patativa alternou altos e baixos na fase de grupos e agora terá que encarar um longo período de inatividade de quatro meses sem calendário oficial.
A dupla formada por Decisão e Retrô teve um desempenho ainda mais alarmante, caindo logo na primeira fase dentro do Grupo A7, sem sequer experimentar o clima do mata-mata.
Contraste com os anos de glória e os desafios para a próxima temporada
A pífia campanha de 2026 quebra uma sequência de temporadas altamente positivas para o futebol pernambucano na Série D.
Em 2023, o Retrô sobrou na fase de grupos e alcançou as oitavas, pavimentando o caminho para o ano seguinte, quando a Fênix atingiu o ápice e levantou a taça de campeã nacional.
Já em 2025, o tradicional Santa Cruz arrastou multidões e garantiu o tão sonhado acesso para a Série C, enquanto o Central também figurou entre os dezesseis melhores da edição.
A derrocada atual interrompe esse processo de retomada e joga uma enorme pressão sobre o planejamento das diretorias para os próximos meses.
Com o encerramento precoce das atividades, os clubes perdem receitas de bilheteria, patrocínios e visibilidade.
Para a próxima temporada, a responsabilidade de limpar a imagem do futebol do estado e buscar o retorno aos dias de glória na Série D caberá novamente a Maguary e Retrô.
https://ge.globo.com/pe/caruaru-regiao/futebol/brasileirao-serie-d/noticia/2026/07/13/serie-d-pernambuco-fica-sem-representante-e-tem-pior-resultado-em-cinco-anos.ghtml

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