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O que acontece quando a geração mais competitiva dos últimos 50 anos encontra um dos treinadores mais interessantes da Europa?
O resultado é a Áustria, que encerrou um jejum de 28 anos sem disputar a Copa do Mundo e consolidou o trabalho de reconstrução iniciado após a Euro 2021 com a chegada de Ralf Rangnick como treinador.
O trabalho do treinador alemão transformou completamente o perfil competitivo da seleção. Nas Eliminatórias para a Copa, a equipe terminou em primeiro, à frente de Bósnia e Romênia
Na Copa do Mundo, o time promete mostrar uma organização clara e um modelo baseado na pressão sufocante na saída de bola.
Jogos da Áustria na Copa do Mundo
Data Jogo Horário
16/06/2026 Áustria x Jordânia 1h (Brasília)
22/06/2026 Argentina x Áustria 14h (Brasília)
27/06/2026 Argélia x Áustria 23h (Brasília)
Uma agressividade que até ganhou nome: geggenpressing, e que promete disputar com tudo a segunda vaga contra Jordânia e Argélia, imaginando que a Argentina seja a franca favorita no grupo J.
Esquema tático e time base
A formação base da Áustria é um 4-2-3-1, com Schlager no gol; Posch, Danso, Lienhart e Mwene na defesa, Laimer e Schalger como dupla de volantes e a trinca de meias formada por Sabitzer, Baumgartner e Wimmer atrás de Arnautovic.
Seiwald pode aparecer na escalação, assim como o ponta Wanner, usado por Rangnick para deixar a equipe mais ofensiva.
O desenho tático é um ponto de partida para um verdadeiro carrossel. Sem a bola, o time defende num 4-4-2 que será poucas vezes visto, porque a pressão é sempre sufocante. Com a bola, laterais e volantes invertem posições e Sabitzer pisa na área o tempo todo.
O que destaca a equipe é a disposição coletiva: linhas altas, compactação rápida, pressão constante. Konrad Laimer encarna isso melhor do que ninguém: o volante do Bayern é o cara que mais corre, mais pressiona e mais acelera as transições: o verdadeiro motor do sistema.
Como inicia as jogadas?
O modelo de jogo de Rangnik é baseado em mobilidade e flexibilidade. A saída de bola é feita de forma curta, com os dois zagueiros próximos dos dois volantes. Os laterais apoiam e vão para o ataque, esperados na frente.
Basta um passe e tudo o que você leu se desmancha. A regra é a mobilidade total: os jogadores de defesa podem inverter posições e criar aproximações curtas ao redor da bola. Um padrão bem observado é o lateral Posch se aproximar dos zagueiros e inverter de posição com Laimer enquanto Wimmer busca ficar mais fixo ao ataque.
É um jogo de muita troca e movimentação. A regra é sempre se aproximar da bola e passar para frente, de forma vertical. A Áustria não gosta de tocar curto ou para trás, e os zagueiros avançam bastante: os famosos zagueiros construtores, que muitas vezes passam direto ao atacante.
Quando a saída curta não funciona, a Áustria não insiste. Lança direto para Arnautović disputar pelo alto e ganhar campo.
Como ataca?
Os ataques da Áustria são rápidos, com poucos passes e uma busca por ter a bola no ataque, mas sem ficar "gastando" o jogo. É direto e rápido. O time tem dois padrões bem claros: o primeiro é o toque por triangulação, com Sabitzer chegando com Laimer e buscando tocar rápido para alguém sair na cara do gol.
O outro é a busca por Arnautovic: aos 37 anos, o centroavante do Estrela Vermelha e com boas passagens pela Inter e West Ham deverá fazer sua estreia em Copa do Mundo com muito trabalho sujo na frente: protege a bola, fixa o zagueiro e cria espaço para os outros chegarem.
Como defende?
O nome é difícil, mas não se espante: geggenpressing. A Áustria é a personificação do estilo de pressão rápida e intensa que consagrou o Liverpool de Jurgen Klopp. Aqui, o mais comum é essa pressão acontecer sem a bola: o time não fica lá atrás nunca e sobe o tempo todo. Marca, sufoca, morde até o adversário não ter para onde correr.
O 5 a 1 sobre Gana em março foi o exemplo mais claro: o pressing sufocou a saída africana, gerou recuperações altas em sequência e virou gol.
Esse estilo gera alguns sustos, como chances criadas em profundidade, e exige bastante de Danso: orte fisicamente e rápido em coberturas longas, é ele que fecha quando a linha é batida.
O grande destaque
Escolher um nome é difícil quando o que mais impressiona é o coletivo. Mas Sabitzer é o jogador que melhor conecta tudo: pressiona sem bola, constrói no meio, chega na área. Junto com Laimer, forma uma das duplas de meio mais interessantes dessa Copa do Mundo.

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