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Nesta quarta-feira, a saída de Rodrigo Santana do comando da Ponte Preta completa 10 dias. O clube, no entanto, ainda não conseguiu acertar com um sucessor.
O motivo é claro: a diretoria enfrenta graves dificuldades no mercado. Em meio à crise financeira, atrair um profissional capaz de ajudar na busca pela reabilitação na Série B do Brasileiro se tornou uma missão complexa.
O departamento de futebol já lidou com negativas iniciais de nomes como Umberto Louzer, Roger Silva e Claudinei Oliveira. Diante desse cenário, a Macaca tentou avançar nas negociações com Márcio Zanardi e Danilo Andrade, mas também sem êxito.
Sem encontrar o nome ideal no mercado, seja por limitações nos cofres ou falta de opções viáveis, a Ponte decidiu que é melhor não se precipitar. A gestão se apoia no trabalho do interino Edson Boaro para conduzir essa fase de transição.
Hoje, o cenário apurado pelo ge indica que Boaro comandará a equipe pelo menos no próximo compromisso da temporada: o duelo contra o Cuiabá, marcado para o dia 9 (uma terça-feira), novamente em Campinas.
A direção também não descarta a possibilidade de manter o auxiliar à beira do campo diante do Juventude, no dia 14, pela 13ª rodada. Todo o processo passará por uma avaliação semanal.
- Não conversei sobre permanência com a diretoria. Fui chamado para uma emergência neste jogo. Não pensei no meu futuro em nenhum momento. Meu foco foi 100% voltado para o jogo contra o Botafogo, mas agora isso está nas mãos da diretoria - explicou Boaro.
- Tenho muito prazer de trabalhar na Ponte como treinador. Cheguei aqui com 15 anos como atleta, saí com 24 e voltei ao clube que me formou para a vida. Foi graças à Ponte que joguei em grandes clubes, disputei uma Copa com a Seleção e formei minha carreira. Então, estou aqui para ajudar. É preciso avaliar o planejamento, a aceitação e todo o cenário que envolveria uma sequência. Vamos ver o que a diretoria pensa - completou.
A ideia do clube não é impor um prazo para a contratação, mas sim agir conforme as circunstâncias do dia a dia e o que o mercado oferecer.
Sabendo que Boaro assumiu o desafio preparado para eventuais urgências e que ele conta com o respaldo do elenco, o clube tenta direcionar o foco para a estabilidade financeira e para a quitação dos salários atrasados.
Os débitos vem incomodando profundamente o elenco e resultou em um manifesto oficial publicado pelos jogadores pouco antes do empate contra o Botafogo-SP.

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