A Etihad Airways, principal patrocinadora do Manchester City, estuda adotar medidas legais contra a Premier League devido aos prejuízos gerados pela condução das investigações que resultaram na condenação do clube inglês por 115 infrações às regras financeiras da competição. A companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos manifestou apoio público à instituição britânica e criticou severamente a falta de transparência da liga durante o processo.
No centro da reclamação da empresa está a ausência de oportunidade para participação ou defesa no inquérito. A companhia argumenta que a divulgação seletiva de informações e a falta de clareza geraram implicações negativas à sua imagem comercial, mesmo sem ter sido nominalmente citada no teor da decisão principal divulgada pelas autoridades do torneio.
Críticas à Premier League e busca por assessoria
Com parceria firmada desde 2009 e detentora dos naming rights do estádio do clube, a Etihad destacou que a Premier League precisa assumir a responsabilidade pelas consequências da forma como as conclusões foram apresentadas ao público. A empresa afirmou estar em fase de consulta com assessoria jurídica especializada para avaliar os recursos disponíveis visando à proteção de seus interesses institucionais e mercadológicos.
"A Etihad está profundamente preocupada com a forma como este assunto foi comunicado publicamente. A falta de clareza e transparência, juntamente com a divulgação seletiva de informações, criou implicações prejudiciais para a Etihad, apesar de a companhia aérea não ter sido mencionada na decisão publicada", declarou a empresa em nota oficial.
A companhia reforçou ainda que nunca recebeu espaço para fornecer esclarecimentos ou assegurar a imparcialidade dos dados utilizados pela comissão independente.
Contexto do caso e posicionamento do clube
O escândalo regulatório envolve acusações de que o Manchester City teria organizado contratos comerciais simulados, inflado receitas em mais de £900 milhões entre as temporadas 2009/10 e 2017/18, além de violado limites de gastos e falhado no dever de cooperação com a auditoria da liga.
Diante da gravidade da sanção e do risco de punições severas, a diretoria do Manchester City classificou o resultado como surpreendente e reafirmou sua inocência. O clube garantiu dispor de um conjunto de provas irrefutáveis e confirmou que exercerá o direito de recurso formal, cujo prazo limite encerra-se nesta quinta-feira, 2 de outubro de 2026.
https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-ingles/noticia/2026/10/01/patrocinadora-do-manchester-city-considera-processar-premier-league-por-prejuizos-gerados.ghtml
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