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Fluminense liga sinal de alerta nos bastidores por pane defensiva antes de maratona decisiva no ano

 A igualdade em 3 a 3 contra o Athletico-PR deixou feridas abertas nas Laranjeiras. O resultado na Ligga Arena escapou entre os dedos no último minuto do tempo regulamentar, escancarando a fragilidade emocional e tática do Fluminense em momentos cruciais da partida.

O balde de água fria aos 49 minutos do segundo tempo em Curitiba levantou um questionamento incômodo no CT Carlos Castilho. O Tricolor precisa estancar a sangria defensiva antes de encarar uma sequência que pode definir o rumo da temporada inteira.

A comissão técnica de Marcão ganhou dias valiosos no calendário para trabalhar o elenco. O grupo reapresentou-se focado em resolver os apagões defensivos que teimam em custar pontos preciosos dentro do Campeonato Brasileiro e geram apreensão nos torcedores.

O fantasma da bola parada e os apagões na reta final

O grande pesadelo da comissão técnica atende por um nome conhecido: jogada aérea. O setor defensivo voltou a falhar miseravelmente nas bolas alçadas na área contra o Furacão, repetindo o filme de terror visto nos encontros diante do Palmeiras e do Remo.

Marcão sabe que a margem de erro zerou. Em entrevista coletiva, o comandante deixou claro que o sistema defensivo passará por ajustes intensos durante a semana para ajustar o posicionamento e cortar a origem dos cruzamentos adversários.

A vulnerabilidade nos minutos derradeiros das partidas virou uma marca indigesta. O pênalti cometido pelo goleiro Fábio aos 49 minutos em Curitiba não foi um evento isolado, mas o ápice de um descalabro que se repete jogo após jogo.

Situação idêntica ocorreu no drama contra o Rivadavia, quando o zagueiro Ignácio acabou cometendo penalidade máxima na pressão final dos argentinos. O time avançou nas penalidades, mas o sufoco serviu como um aviso claro de que o setor precisa de socorro urgente.

Ataque vive momento iluminado e vira trunfo para a decisão

Se o sistema defensivo tira o sono do treinador, o setor ofensivo vive dias de inspiração. O ataque tricolor engrenou uma sequência positiva, contabilizando sete participações diretas em gols nas últimas quatro apresentações da equipe carioca.

Marcão conseguiu recuperar a confiança de peças fundamentais no elenco. O rendimento de Hulk na referência do ataque dá a sustentação física necessária, enquanto Serna se consolidou como o grande coringa vindo do banco de reservas nas etapas complementares.

A evolução passa diretamente pelos pés de Canobbio e Soteldo. Os dois pontas voltaram a ser decisivos, servindo os companheiros com assistências precisas e mostrando a contundência ofensiva que faltava nos momentos de maior pressão do time em campo.

Clássico com clima de revanche e o peso dos milhões na Libertadores

A evolução dos homens de frente chega em boa hora. O próximo desafio é o clássico contra o Vasco, embate tratado nos bastidores como uma verdadeira revanche após a queda sofrida na Copa do Brasil. Canobbio deixou clara a gana do vestiário ao projetar o reencontro.

Logo após o duelo estadual, o Fluminense vira a chave para a batalha mais importante da temporada. O Tricolor recebe o Platense no Maracanã pela partida de ida das quartas de final da Conmebol Libertadores, sabendo que precisa construir um resultado sólido dentro de casa.

Além do impacto esportivo e da busca pela glória continental, a vaga nas semifinais representa um alívio financeiro colossal para os cofres do clube. Avançar de fase garante uma premiação de 2,3 milhões de dólares, montante que supera a casa dos R$ 12 milhões na cotação atual.

A ordem nas Laranjeiras é blindar o elenco e transformar os dias de treino em soluções práticas. O torcedor espera ver em campo uma equipe equilibrada, capaz de sustentar a vantagem quando estiver à frente no placar e cirúrgica para buscar a classificação.

https://ge.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2026/09/01/fluminense-tem-problemas-para-corrigir-antes-de-classico-e-mata-mata-da-libertadores.ghtml

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