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Retrospecto do Boca Juniors no Maracanã aponta histórico desfavorável antes de decisão contra o Vasco

Gigante argentino registra apenas um triunfo em partidas oficiais no templo do futebol carioca e carrega retrospecto desafiador para o confronto decisivo desta terça-feira

Hexacampeão da Copa Libertadores da América e amplamente reconhecido como um dos clubes mais tradicionais do futebol mundial, o Boca Juniors desfruta de enorme respeito no cenário brasileiro. A grandeza do clube xeneize é ilustrada pelo fato de que quatro de suas seis conquistas no principal torneio do continente ocorreram em finais disputadas contra equipes do Brasil, superando o Cruzeiro em 1977, o Palmeiras no ano 2000, o Santos em 2003 e o Grêmio em 2007. No entanto, quando a trajetória é transferida para o gramado do Estádio do Maracanã, o gigante de Buenos Aires exibe um histórico bastante desfavorável.

Palco do duelo de volta da fase semifinal da Copa Sul-Americana contra o Vasco da Gama, marcado para esta terça-feira às 21h30 (de horário de Brasília), o histórico estádio carioca abrigou partidas do clube argentino em 13 oportunidades ao longo dos anos. O levantamento estatístico aponta que os portenhos conseguiram sair vitoriosos em apenas uma ocasião em jogos de caráter oficial, além de terem triunfado em dois dos oito amistosos disputados no local.


A única vitória oficial e o recorde negativo do Flamengo

O único resultado positivo do Boca Juniors em partidas oficiais no Maracanã aconteceu no contexto da Copa Mercosul de 1998, durante a fase de grupos da competição. Em confronto realizado em 2 de setembro daquele ano, a equipe argentina superou o adversário por 2 a 0, com tentos anotados por Rey e Matellán, ambos na etapa complementar.

Naquela mesma data, o Flamengo registrou uma marca negativa expressiva ao contabilizar o que viria a ser o seu menor público pagante na história do Maracanã, totalizando apenas 791 pessoas nas arquibancadas. O recorde de baixa assistência seria superado no mesmo torneio, quando, 28 dias depois, um público de apenas 396 torcedores pagou ingresso para acompanhar a vitória rubro-negra por 2 a 0 sobre o Vélez Sarsfield.

A derrota mais elástica e a passagem do Expresso da Vitória

Entre os reveses sofridos pelos argentinos no templo do futebol, a maior diferença de gols foi imposta pelo histórico "Expresso da Vitória" do Vasco. Em amistoso disputado em 24 de novembro de 1951, a equipe cruz-maltina aplicou um contundente 3 a 0 sobre o clube visitante. O compromisso encerrava uma série de três amistosos dos sul-americanos no estádio, onde haviam pisado pela primeira vez nove dias antes para empatar por 2 a 2 com o Flamengo.

Crônicas do jornal "O Globo" publicadas no dia posterior à derrota por 3 a 0 atribuíram o desempenho ruim do Boca ao desgaste físico acumulado devido a intensas viagens e ao calor carioca. Conforme o relato da época, os atletas argentinos aproveitaram o sol de Copacabana e demonstraram cansaço, diferindo da postura ágil exibida no empate anterior contra o rubro-negro. O goleiro Barbosa teve atuação destacada com intervenções decisivas, enquanto os gols vascianos foram marcados por Ipojucan, duas vezes, e Friaça.

Decisões de Libertadores e o peso do Fluminense

O histórico de partidas oficiais de Libertadores do Boca no Maracanã começou com uma decisão de peso: a final da edição de 1963. Na ocasião, o Santos liderado por Pelé contou com o apoio de mais de 60 mil torcedores para superar os visitantes por 3 a 1, com tentos assinalados por Coutinho (duas vezes) e Lima ainda na primeira etapa. Na partida de volta, realizada na Argentina, o Peixe garantiu o bicampeonato continental com novo triunfo, por 2 a 1.

O Fluminense, por sua vez, consolidou-se como um dos grandes carrascos dos argentinos no estádio. Em 2008, pela semifinal da Libertadores, após empate na Bombonera, o Tricolor reverteu a vantagem adversária com gols de Washington, Ibarra (contra) e Dodô. Anos depois, em 4 de novembro de 2023, o clube carioca voltou a superar o Boca Juniors no Maracanã em jogo único que definiu o título da Libertadores, vencendo por 2 a 1 na prorrogação com gols de Germán Cano e John Kennedy, após igualdade no tempo regulamentar com Advíncula.


O retrospecto no palco da decisão também registra duelos marcantes contra o Flamengo, como a vitória rubro-negra por 2 a 1 nas quartas de final da Libertadores de 1991 — embora o clube brasileiro tenha sido eliminado no jogo de volta na Argentina. Em 1981, na despedida do ídolo Paulo César Carpegiani, Flamengo e Boca protagonizaram o "desafio da camisa 10", com Zico marcando os dois gols do triunfo brasileiro por 2 a 0 sobre a equipe de Diego Maradona.
https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2026/10/20/boca-tem-historico-ruim-no-maracana-e-vitoria-solitaria-derrota-mais-elastica-foi-diante-do-vasco.ghtml

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